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Internacional

Eleições na Síria, em vésperas de ronda “crucial” para a paz

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YOUSSEF BADAWI/EPA

As legislativas convocadas pelo regime são boicotadas pela oposição, que as considera “ilegítimas”. Em Genebra, sob a égide da ONU, prepara-se a abertura de uma nova ronda de negociações indiretas entre o regime e a oposição

As assembleias de voto abriram esta quarta-feira na Síria, onde decorrem as eleições legislativas convocadas pelo regime, apesar de boicotadas pela oposição, que as considera “ilegítimas” e uma “provocação”.

Com as eleições limitadas ao território controlado pelo governo sírio – cerca de um terço do país, onde reside aproximadamente 60% da população –, o momento desta consulta é particularmente sensível ao coincidir com a abertura de uma nova ronda de negociações indiretas entre o regime e a oposição, sob a égide da ONU em Genebra.

Staffan de Mistura, o enviado especial da ONU, reforça que é “crucial” e e “urgente” serem dados passos com vista a uma transição política no país, de forma a assegurar um governo de transição, uma nova constituição e a realização de eleições.

Por outro lado, a representante permanente dos EUA na ONU, Samantha Power, adverte que a escalada da violência na província de Alepo é outra ameaça às conversações, pondo igualmente em risco o frágil cessar-fogo que dura há seis semanas na Síria.

Samantha Power afirma que os EUA, que apoiam a oposição, ficaram “muito alarmados” com a grande ofensiva ao sul da cidade de Alepo anunciada pelo governo e que está a ser apoiada por ataques aéreos russos.

A representante norte-americano critica ainda o governo sírio por apenas ter autorizado a entrada de dois comboios humanitários em abril, sem permitir o acesso a Darayya, onde “há relatos de crianças tão magras que parecem esqueletos” e onde as pessoas comem relva.