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Dilma sofre novas derrotas com saída do PP e do PRB da coligação

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FERNANDO BIZERRA JR/EPA

Partido Progressista diz que maioria dos seus 47 deputados vão votar pela impugnação da Presidente brasileira na câmara baixa do Congresso. A meio da manhã, hora portuguesa, BBC Brasil avançou que também os deputados do Partido Republicano Brasileiro (PRB) vão votar contra Dilma no próximo domingo

O Partido Progressista (PP) brasileiro, um dos últimos parceiros de coligação do Partido dos Trabalhadores (PT) no governo de Dilma Rousseff, anunciou na terça-feira à noite o fim do seu apoio à Presidente, dizendo que a maioria dos seus 47 deputados vai votar pela impugnação de Dilma no próximo domingo.

Horas depois, pelas 9h30 desta quarta-feira em Portugal, a BBC Brasil avançou que também os 22 deputados do Partido Republicano Brasileiro (PRB) decidiram por unanimidade votar pelo afastamento da Presidente.

A saída do PP e do PRB da coligação no poder segue-se à do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o maior do Brasil, que em março também abandonou a coligação perante o escândalo Lava Jato e a decisão da Presidente em nomear o antecessor Lula da Silva para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil por forma a garantir-lhe imunidade nessa investigação criminal.

Ontem, horas antes do anúncio do PP, uma comissão especial aprovou, por 38 votos contra 27, a admissibilidade do processo de destituição de Dilma Rousseff, abrindo caminho à votação no plenário pelos 513 deputados da câmara baixa do Congresso, marcada para o próximo domingo.

Dilma e os seus apoiantes continuam a acusar os opositores de estarem a planear um “golpe”, liderado pelo vice-presidente Michel Temer numa ação concertada com o presidente do parlamento, Eduardo Cunha, que a acusam de manipular contas para esconder o crescente défice do Brasil antes das eleições de há dois anos. A Presidente nega as acusações.