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Ativista angolano cancela greve de fome

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Nuno Dala, um dos 17 ativistas condenados pelos crimes de atos preparatórios de rebelião e de associação de malfeitores peja justiça angolana, foi internado esta manhã numa clínica onde ficará agora pelo menos uma semana em exames e a fazer uma reeducação alimentar

Os Serviços Penitenciários de Angola confirmaram esta quarta-feira o fim da greve de fome do ativista angolano Nuno Dala, que há 34 dias reclamava a restituição de alguns bens materiais e financeiros, nomeadamente o acesso às suas contas bancárias. A informação foi avançada à agência Lusa pelo porta-voz dos Serviços Penitenciários, Menezes Cassoma.

Segundo Menezes Cassoma, Nuno Dala parou com a greve de fome e, de forma gradual, disse que retomará a sua alimentação. Em entrevista terça-feira aos jornalistas, o também professor universitário, integrante do grupo de 17 ativistas condenados pelos crimes de atos preparatórios de rebelião e de associação de malfeitores, disse que o fim da sua greve de fome estava dependente da entrega de alguns livros e da quantia de 38.500 kwanzas (206 euros).

Menezes Cassoma frisou ainda que Nuno Dala encontra-se desde esta manhã internado numa clínica, onde deverá estar pelo menos uma semana em exames e a fazer uma reeducação alimentar. "Ele parou com a greve de fome e está agora a ser alimentado à base de sumos e chás, até que passe a uma alimentação mais sólida", disse Cassoma.

De acordo com o mesmo responsável, Nuno Dala está bem e os exames feitos na clínica confirmam o seu estado de saúde.

Quanto aos livros e os 38.500 kwanzas cuja devolução Nuno Dala reclama, Menezes Cassoma diz que o estabelecimento penitenciário de Caquila já foi contactado para serem entregues, enquanto ao Serviço de Investigação Criminal vai ser levada a questão do dinheiro.