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Vargas Llosa culpa “mal-entendido” por surgir citado no Panama Papers

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Para Vargas Llosa, se não fosse a ficção literária, provavelmente ainda estaríamos a viver em cavernas

Reuters

Documentos da Mossack Fonseca mostram que escritor peruano foi acionista de uma empresa offshore durante um mês e que ordenou retirada do seu nome da lista de acionistas um dia antes de ser laureado com o Nobel da Literatura

O escritor peruano Mario Vargas Llosa afirmou esta segunda-feira à noite que o seu nome aparece referido no caso Panama Papers devido a um “pequeno mal-entendido”, já que “nunca” deteve qualquer empresa num paraíso fiscal.

“O meu nome apareceu numa empresa que nunca existiu, numa empresa que classificam de adormecida”, afirmou Vargas Llosa aos jornalistas, após uma cerimónia de homenagem à sua carreira literária na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. “Os advogados que tomam conta dos meus direitos de autor provavelmente reservaram [a empresa] por cinco semanas e houve uma contraordem e essa suposta empresa que nunca existiu desapareceu”, explicou o escritor.

De acordo com parte dos 11,5 milhões de documentos da Mossack Fonseca que estão a ser analisados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), de que o Expresso é parceiro, Vargas Llosa foi, durante um mês, acionista de uma empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas.

Os documentos da sociedade de advogados panamiana mostram que o Nobel da Literatura ordenou que o seu nome e o da sua agora ex-mulher fossem retirados da lista de acionistas da empresa em questão, a Talome Services Corp., a 6 de outubro de 2010, um dia antes de ter sido laureado com o prémio máximo da literatura.