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Internacional

São cada vez mais jovens árabes que rejeitam o Daesh

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Mesmo que o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) se tornasse menos violento, apenas 13% dos jovens árabes o apoiariam (comparativamente com 19% há um ano), 78% não apoiariam mesmo nessas circunstâncias e 9% não sabem, segundo indicam os resultados de uma sondagem levada a cabo pelo oitavo ano em 16 países árabes

Os inquéritos foram efetuados entre 3500 jovens com idades entre os 18 e os 24 anos. Apesar de 76% não acreditarem que o Daesh conseguirá afirmar o califado, 77% estão preocupados com o seu crescimento, metade considera mesmo o grupo jiadista o principal problema que afeta o Médio Oriente (no ano passado eram 37%).

Marrocos, Egito, Jordânia e Arábia Saudita foram alguns dos países onde os inquéritos foram realizados pelo ASDA'A Burson-Marsteller, grupo de relações públicas sedeado em Nova Iorque.

O desemprego crónico e a falta de oportunidades surge como um dos fatores apontados para o sucesso do recrutamento de terroristas. Em oito países, o desemprego foi mesmo apontado como o principal fator a contribuir para a adesão ao grupo.

“Muitas pessoas na região rejeitam o Daesh devido às suas táticas radicais, mas a questão permanece - o grupo explora os problemas existentes”, afirmou Hassan Hassan, um analista citado na sondagem.

O Daesh “é um sintoma de uma doença crescente que precisa de ser atacada”, acrescentou.

Paralelamente, a sondagem mostra também o cada vez menor entusiasmo relativamente ao processo das primaveras arabes. A maioria (53%) indica agora que a estabilidade é mais importante do que a promoção da democracia (28%), enquanto em 2011 o "viver em democracia" era apontado como o maior desejo de 92%.

Em 2016, apenas 36% declararam que o mundo árabe está melhor após o início dos processos de contestação a regimes autoritários.