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Ministério Público do Panamá faz inspeções ao servidor da Mossack Fonseca

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RODRIGO ARANGUA/ Getty Images

Buscas na sede da sociedade de advogados na Cidade do Panamá seguem-se à apresentação de uma queixa-crime pela empresa por delito de roubo informático

O Ministério Público panamiano dirigiu-se ao final do dia desta segunda-feira à sede da sociedade de advogados Mossack Fonseca para inspecionar o servidor da empresa onde estão alojados os seus ficheiros, após esta ter apresentado uma queixa-crime por ter sido, alegadamente, alvo de um ciberataque.

Os jornalistas chegaram a julgar que a procuradoria ia levar a cabo detenções de parte dos funcionários da firma panamiana que está no epicentro da maior fuga de informação da história, o Panama Papers, uma investigação com base em documentos internos da Mossack Fonseca que está a ser dirigida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) e seus parceiros, entre os quais se inclui o Expresso.

Uma equipa de inspeção do departamento de Propriedade Intelectual e Segurança Informática analisou o servidor da empresa onde está alojada a base de dados, disse aos jornalistas Elías Solano, representante legal da Mossack Fonseca, no seguimento de uma queixa apresentada junto do Ministério Público por delito contra a segurança informática.

Segundo Solano, a diligência das autoridades foi encetada "no quadro da denúncia de subtração ilegal dos seus documentos da sua base de dados", apresentada formalmente ao Ministério Público no passado dia 10 de março. Esta investigação a atos de pirataria contra a Mossack Fonseca é independente do inquérito que a procuradora-geral panamiana, Kenia Porcell, abriu na semana passada para investigar potenciais crimes cometidos pela sociedade de advocacia.