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Dilma sofre derrota na comissão parlamentar

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Fernando Bizerra Jr. / EPA

Por 38 votos contra 27, a comissão especial aprovou a admissibilidade do processo destituição de Dilma Rousseff. Agora é a vez da votação subir ao plenário e ser votada pelos 513 deputados

Depois de mais de cinco horas de votação, deputados da comissão especial aprovaram o envio do relatório de Jovair Arantes que contém indícios de "crime de reponsabilidades" por práticas de desorçamentação, as chamadas pedaladas fiscais.

Depois de publicado na quarta-feira no Diário da Câmara, processo começará a ser discutido no plenário na sexta-feira. A votação final deverá ocorrer no próximo domingo.

Para ser aprovado o pedido de destituição, os seus defensores deverão obter uma maioria de dois terços (242) dos deputados. Para travar o processo, a defesa da presidente tem que conseguir 172 votos.

A guerra continua
Dilma Rousseff perdeu a primeira batalha do seu processo de destituição. Mas a grande divisão que reina entre os parlamentares não significa que perdeu a guerra.

A divisão quanto à destituição foi expressa durante o debate que antecedeu a votação. Cinco partidos deram liberdade de voto aos seus deputados. Dos 25 líderes partidários presentes, 11 declararam-se favoráveis ao fastamento de Dilma, 10 contra e quatro manifestaram a sua indecisão, segundo "A Folha de São Paulo".

A ser aprovado no parlamento, Dilma é automaticamente suspensa por 180 dias, substituída interinamente pelo vice-presidente Michel Temer, do PMDB que rompeu com a coligação. O processo sobe então ao Senado e caso seja aprovado Dilma é afastada e Temer assume o mandato até janeiro de 2019.