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Dilma acusa Temer e Cunha de serem “chefes assumidos da conspiração”

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FERNANDO BIZERRA JR/EPA

“Não sei direito quem é o chefe e o vice-chefe. Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz, com desvio de poder, o processo de impeachment. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa do vazamento de um pretenso discurso de posse”, afirma a presidente do Brasil

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acusou esta terça-feira o vice-presidente Michel Temer de ser um dos conspiradores, numa ação concertada com o presidente do parlamento, Eduardo Cunha.

“Ontem utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração. Agora conspiram abertamente à luz do dia para desestabilizar uma presidente legitimamente eleita.”

As declarações foram proferidas no Encontro Educação pela Democracia, no Palácio do Planalto, em reação à divulgação de um áudio em que Temar fez uma espécie de discurso de tomada de posse, como se o impeachment já tivesse sido aprovado pelo parlamento.

“Não sei direito quem é o chefe e o vice-chefe. Um deles é a mão, não tão invisível assim, que conduz, com desvio de poder, o processo de impeachment. O outro esfrega as mãos e ensaia a farsa do vazamento de um pretenso discurso de posse”, acrescentou Dilma.

Na segunda-feira, deputados da comissão especial aprovaram a admissibilidade do processo de destituição por 38 votos contra 27, o que representou a primeira derrota no processo para a presidente.

Para ser aprovado o pedido de destituição, os seus defensores deverão obter uma maioria de dois terços (242) dos deputados. Para travar o processo, a defesa da presidente tem que conseguir 172 votos.

O processo começará a ser debatido no parlamento na sexta-feira, a votação final deverá ocorrer no domingo.

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    Por 38 votos contra 27, a comissão especial aprovou a admissibilidade do processo destituição de Dilma Rousseff. Agora é a vez da votação subir ao plenário e ser votada pelos 513 deputados