Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

“Como primeiro-ministro fui acusado de algo que penso que seja uma qualidade como secretário-geral da ONU”

  • 333

Getty

António Guterres recorreu várias vezes à sua experiência política em Portugal, tanto como chefe de Governo como secretário-geral do PS, para defender as suas capacidades para vir a liderar as Nações Unidas

“Uma das coisas que fui acusado como primeiro-ministro do meu país foi de apostar demasiado no diálogo, algo que penso que seja uma qualidade como secretário geral da ONU”, afirmou António Guterres, respondendo às questões que lhe foram colocadas esta terça-feira, no âmbito da sua candidatura à chefia da organização.

Guterres recorreu por diversas vezes à sua experiência política em Portugal, tanto como chefe de Governo como secretário-geral do PS, para defender as suas capacidades para vir a liderar as Nações Unidas.

“Toda a minha vida geri crises, fui líder de um partido durante dez anos, não há nada pior em relação a gerir crises do que liderar um partido”, disse mais adiante.

Em defesa da sua capacidade para obtenção de concertar posições, referiu ainda o papel que teve enquanto primeiro-ministro português, durante o período em que Portugal teve a presidência rotativa da União Europeia, para a aprovação do acordo que ficou conhecido como a “agenda de Lisboa”.

Relativamente às questões da igualdade de géneros e da paridade entre homens-mulheres, disse que foi algo em relação ao qual esteve empenhado ao longo da sua vida, referindo a esse propósito que no início dos anos 1990, enquanto líder do PS, introduziu quotas para as mulheres.