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Internacional

John Kerry em visita histórica ao memorial de Hiroshima

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KAZUHIRO NOGI

Aproveitando a cimeira do G7 a ter lugar na cidade japonesa, Secretário de Estado norte-americano torna-se no mais alto cargo de uma administração dos EUA a fazer visita oficial ao local onde 140 mil pessoas foram vítimas da bomba atómica lançada pelas forças norte-americanas em 1945

O chefe da diplomacia de Barack Obama tornou-se este fim-de-semana o mais alto cargo de uma administração norte-americana a visitar o memorial de Hiroshima, 71 anos depois de os Estados Unidos terem lançado a primeira bomba atómica, que em 1945 provocou cerca de 140 mil mortos na cidade japonesa.

Os parceiros do G7, reunidos em Hiroshima, acompanharam John Kerry na visita ao memorial, depositando flores no local e observando um minuto de silêncio em honra das vítimas. Os líderes visitaram a Cúpula Genbaku, o edifício construído no local onde a bomba caiu, e o museu de Hiroshima, dedicado à memória das vítimas. No livro de visitas do museu, Kerry escreveu que o local é "um duro e austero lembrete, não só da nossa obrigação para acabar com a ameaça das armas nuclares, como da necessidade de nos rededicarmos a evitar a guerra".

Na chamada “Declaração de Hiroshima”, assinada após esta visita, os líderes do G7 disseram reafirmar o seu compromisso "de procurar um mundo mais seguro para todos e de criar as condições para um mundo sem armas nucleares de forma a promover a estabilidade internacional”. No documento, sublinharam que essa tarefa "se tornou mais complexa com a deterioração do ambiente de segurança numa série de regiões, como a Síria e a Ucrânia e, em particular, pelas repetidas provocações da Coreia do Norte”.