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Dilma Rousseff enfrenta a primeira prova de fogo

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ADRIANO MACHADO / Reuters

A presidente do Brasil enfrenta hoje pelas 17 horas locais (21h em Lisboa) , a primeira das duas votações decisivas desta semana quanto ao processo da sua destituição

Os 65 deputados da comissão especial já estão reunidos e preparam-se para votar se o parecer favorável à destituição de Dilma Rousseffelaborado pelo deputado Jovair Arantes tem fundamento para ser enviado para votação em sessão plenária. Arantes considera que existem indícios suficientes de “crime de responsabilidade” em matéria de “pedaladas fiscais” (práticas de desorçamentação). Opinião contrária tem a defesa da presidente, inclusive a do Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que já fez saber que recorrerá de qualquer decisão favorável à destituição para o Supremo Tribunal.

Nas sua intervenção de hoje, segunda-feira, junto da comissão parlamentar, José Eduardo Cardozo, fez questão de deixar duas perguntas no ar: “É de receber dinheiro de Furnas que Dilma é acusada? É de ter contas no exterior?”, numa clara alusão ao líder do PSDB, Aécio Neves e ao presidente do Parlamento, Eduardo Cunha do PMDB. Candidato derrotado por Dilma em 2014, é acusado de liderar um esquema de corrupção em Furnas. Cunha enfrenta um pedido destituição “por falta de decoro parlamentar” por ter omitido ao Parlamento a titularidade de constas na Suíça, onde segundo a Polícia Federal, depositou dinheiros de subornos. Além de Cunha e mais 37 dos 65 parlamentares que compõem a comissão são acusados de corrupção e de outros crimes graves.

Caso o parecer de Jovair Arantes seja aprovado pelos deputados o documento subirá ao plenário do Parlamento, nas 48 horas seguintes. A partir da próxima sexta-feira, os 513 deputados vão começar a pronunciar-se sobre o processo de destituição. A votação pelo plenário está prevista para o próximo domingo e é necessária a aprovação por uma maioria de dois terços (242) dos deputados para a destituição da presidente Dilma ser enviada ao Senado, órgão que tem a última palavra a dizer sobre a destituição. A concretizar-se a subida à Câmara Alta do Parlamento, Dilma é automaticamente suspensa de funções por 180 dias e substituída interinamente pelo vice-presidente Michel Temer, do PMDB.