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Barack Obama: o meu maior erro foi não ter pensado no futuro da Líbia

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Getty

Numa entrevista na estação televisiva conservadora Fox, à pergunta "Qual foi o seu pior erro?", o Presidente norte-americano respondeu: "Provavelmente, não planear o 'day after' do que, penso, foi a decisão correta de intervir na Líbia"

O Presidente norte-americano, Barack Obama, admitiu no domingo que errou ao não pensar no futuro da Líbia após a intervenção militar de 2011, que acabou com a ditadura de Kadhafi e foi, na sua opinião, "a decisão correta".

Numa entrevista na estação televisiva conservadora Fox, o jornalista fez a Obama uma série de perguntas rápidas sobre o seu trabalho na Casa Branca, que terminará em janeiro de 2017, quando tomar posse o novo Presidente eleito nas presidenciais de novembro próximo.

À pergunta "Qual foi o seu pior erro?", o chefe de Estado respondeu: "Provavelmente, não planear o 'day after' do que, penso, foi a decisão correta de intervir na Líbia".

Esta não é a primeira vez, nas últimas semanas, que Obama fala da Líbia, um Estado falhado, vítima do caos e da guerra civil, desde que, em 2011, a comunidade internacional contribuiu militarmente para a vitória dos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Kadhafi.

Numa longa entrevista publicada em março na revista The Atlantic, Obama reconheceu que foi um erro intervir militarmente na Líbia ao abrigo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, na designação portuguesa) em 2011.

"Quando olho para trás e me pergunto o que é que correu mal, há margem para críticas, porque tinha mais fé em que os europeus, dada a proximidade da Líbia, se envolvessem mais" na estabilização do país depois da operação militar, disse então Obama, referindo-se em particular a França e ao Reino Unido.

Os comentários de Obama desencadearam uma resposta do Reino Unido, que defendeu que ainda está "a trabalhar arduamente" para apoiar o processo liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para criar um Governo estável na Líbia.

Nos últimos meses, os Estados Unidos bombardearam duas vezes o grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Líbia, onde os jiadistas têm explorado o caos em que se transformou o país norte-africano após a queda, em 2011, de Kadhafi, com o objetivo de criar um novo bastião na costa do Mediterrâneo.