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Manuel Valls: a ameaça terrorista “ainda existe”

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FAROUK BATICHE/AFP/Getty Images

O primeiro-ministro francês afirmou este domingo que os novos ataques que a célula terrorista de Bruxelas planeava realizar em Paris são “mais uma prova” da ameaça elevada para a Europa e para a França, em particular

“Não abrandaremos a nossa vigilância.” A frase foi proferida pelo primeiro-ministro francês este domingo, numa conferência de imprensa em Argel, na Argélia, referindo-se aos novos ataques que a célula terrorista de Bruxelas estaria a planear realizar em Paris.

Manuel Valls considerou que o plano para a realização de novos ataques “é mais uma prova das ameaças elevadas que pesam sobre a Europa e, claro, sobre a França em particular” e realçou que a investigação está a avançar em “perfeita coordenação” com a justiça francesa. “Isto significa que a ameaça ainda existe.”

Na manhã deste domingo, a Procuradoria belga anunciou que a célula de Bruxelas pretendia voltar a atacar em França, mas as investigações levaram a que esta fosse surpreendida, tomando “a decisão urgente de atacar em Bruxelas.”

A Procuradoria acrescentou ainda que Mohamed Abrini - que este sábado confessou ser o “homem do chapéu”, filmado nas câmaras de vigilância do aeroporto - foi acusado de participar em atividades e assassinatos terroristas, referindo-se aos atentados de 22 de março em Bruxelas. Abrini já tinha sido acusado pelos atentados de Paris, a 13 de novembro.

Também o sueco Osama Krayem, detido juntamente com Abrini e quatro outras pessoas em Anderlecht, foi acusado na sexta-feira pelo seu papel no atentado na estação de Malbeek, na capital belga, uma hora depois das explosões no aeroporto.