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Protestos em França contra a reforma laboral marcados por confrontos com a polícia

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IAN LANGSDON/EPA

No total, 26 pessoas foram detidas, informou o Ministério do Interior, que estima terem estado nas ruas 120.000 pessoas em vários pontos do país. Em Tunes registaram-se mesmo vários feridos

Episódios de violência marcaram este sábado manifestações de dezenas de milhares de pessoas em várias cidades francesas contra a reforma laboral vista como uma ameaça aos direitos dos trabalhadores.

Em Tunes, várias pessoas ficaram feridas, quando desempregados tentaram entrar no edifício da sede do Governo, indicou o Ministério do Interior, que precisou que cinco polícias ficaram feridos quando os manifestantes começaram a atirar pedras.

Segundo o secretário-geral da União Geral dos Estudantes Tunisinos (UGET), Wael Naouar, vários manifestantes ficaram feridos também, incluindo dois que foram transportados para um hospital.

Em Nantes e Rennes (oeste) e em Paris, registaram confrontos entre manifestantes, alguns com máscaras e projéteis, e a polícia, que utilizou gás lacrimogéneo.

Em Rennes, pelo menos quatro pessoas, três das quais polícias, foram hospitalizadas. Em Nantes, centenas de jovens montaram barricadas e foram destruídas montras. Em Paris, três polícias ficaram ligeiramente feridos.

No total foram detidas 26 pessoas, segundo o Ministério do Interior, que estima terem estado nas ruas 120.000 pessoas em todo o país.

Estrasburgo (leste), Lille (norte), Toulouse (sul) foram outras das cerca de 200 cidades francesas onde se realizaram protestos.

"Estamos a começar o segundo mês (de protestos)", disse Claude Mailly, da confederação sindical Force Ouvriere, em Paris. "Não temos receio de perder o ímpeto", adiantou.

Enquanto alguns sindicatos têm mostrado disposição para negociar a reforma, outros exigem que o projeto de lei seja retirado.

A reforma é vista pelos contestatários como uma "soma de regressões históricas", ao "facilitar os despedimentos", permitir alargar o horário de trabalho e dar primazia aos acordos de empresa sobre os acordos coletivos.