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Gestor de fortunas admite ter como clientes ex-ministros portugueses

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OFFSHORES: Documentos confidenciais da Mossack Fonseca descrevem reuniões com um quadro do Banque Internationale à Luxembourg que assume ter entre os seus clientes políticos portugueses e “o presidente de um país”

Micael Pereira (Expresso) e Rui Araújo (TVI) [Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação]

Luxemburgo, 20 de junho de 2013. Michael Mossack, filho de um dos fundadores da Mossack Fonseca (Mossfon), uma sociedade de advogados com sede no Panamá e sucursais em 40 países, recebia um novo cliente. Chamava-se Jorge Cunha e era português.

Uma gestora do escritório local da Mossfon, Kate Jordan, presente nessa primeira reunião, descrevia o cliente registado a partir desse momento nos ficheiros internos da sociedade de advogados com o número 37356 como um “senior private banker” da secção sul-americana do BIL, o Banque Internationale à Luxembourg, o banco mais antigo do grão-ducado. “O senhor Cunha está à procura de soluções alternativas” para adquirir companhias offshore em Hong Kong e no Panamá que possam ser titulares de contas bancárias.

De acordo com o relato do encontro que a gestora fez num documento interno da Mossfon, “alguns dos clientes finais do contacto em Portugal são ex-ministros e/ou políticos” e, por isso, “irão aparecer como PEP [Pessoas Politicamente Expostas] no processo de dever de diligência” [no processo de verificação de perfil, de ligações pessoais e profissionais e da origem do dinheiro].

LEIA NA EDIÇÃO DO EXPRESSO DESTE SÁBADO O TEXTO COMPLETO, BEM COMO TODA A INVESTIGAÇÃO DO CASO PANAMA PAPERS