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A caminho do casamento homossexual na Colômbia

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LUIS ACOSTA/GETTY

Ao contrário de todas as expectivas, os juízes do tribunal constitucional da Colômbia votaram contra uma proposta de lei que defendia que o casamento só era válido entre um homem e uma mulher. Está aberto o caminho à legalização do casamento homossexual

A Colômbia deu um passo de gigante no caminho da legalização do casamento entre homossexuais. Apesar de ser um país conservador e profundamente Católico, este país da América Latina viu agora o seu tribunal constitucional dar luz verde à legalização da união entre pessoas do mesmo sexo. A votação contou com 6 votos contra e 3 a favor de uma proposta de lei que defendia que "o casamento apenas se aplicava a uniões compostas por um homem e uma mulher". O juíz Alberto Rojas, um dos que votou contra, justificou a sua decisão dizendo que "todos os seres humanos têm o direito fundamental de se casarem sem discriminação". Na escadaria do tribunal, ativistas 'gay' celebraram a decisão, garantindo que agora finalmente vão poder casar-se.

O país de García Marquez prepara-se para se tornar na 4ª nação da América do Sul a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de a Argentina, Brasil e Uruguai terem feito o mesmo. A decisão do tribunal foi bastante inesperada, já que o debate do tema já tinha sido adiado oito vezes desde agosto de 2015. O tribunal constitucional já tinha, em 2015, dito "sim" à adoção entre casais homosexuais - apensar desta questão ser habitualmente menos consensual do que o da união legal entre pessoas do mesmo sexo. Uma sondagem levada a cabo por uma universidade conservadora de Bogotá concluiu que 70% dos habitantes da capital se opunham à adopção por casais homosexuais e 57% era contra o casamento homosexual.

Luís Felipe Rodriguez, um ativista dos direitos dos homosexuais em Cali, afirmou: "Esta decisão mostra a todos os conservadores que a igualdade é imparável. Esta é uma vitória contra os partidos conservadores, a Igreja Católica e todos os que tentaram bloquear os nossos direitos." Por sua vez, Alejandro Ordoñez, Inspetor-geral da Colômbia, e ultra-conservador influente, lamentou a decisão do tribunal, afirmando: "Hoje, o casamento deixou de ser casamento e a família deixou de ser família".