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Internacional

Governo de Tripoli recusa ceder poder

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Khalifa Al-Ghweil (à esq.), primeiro-ministro da administração de Tripoli, na Líbia

MAHMUD TURKIA/AFP

Ao contrário do que tinha sido anunciado em dezembro de 2015, o primeiro-ministro da administração de Tripoli, Khalifa Al-Ghweil, recusa-se a ceder o poder ao novo governo de salvação nacional, apoiado pela ONU

O líder da coligação que governa a Líbia ocidental e a capital, Tripoli, voltou atrás na intenção de dissolver a sua administração.

Khalifa Al-Ghweil pediu esta quarta-feira aos seus ministros que não cooperem com os responsáveis pelo governo apoiado pelas Nações Unidas que deveria assumir o controlo do país.

“Perante as exigências de interesse público... peço-vos que continuem a vossa missão de acordo com lei”, afirmou, ameaçando processar aqueles que venham a trabalhar com o novo governo.

Ainda não é claro o que estará por trás desta mudança de atitude das autoridades que têm governado Tripoli em passarem o poder para as mãos do governo de unidade nacional, tal como tinha sido acordado em dezembro passado.

A Líbia está desde 2011 mergulhada no caos político, após as manifestações populares contra o regime, no contexto da Primavera Árabe, se transformarem numa guerra aberta que levou à intervenção das forças da NATO e ditou a execução pelos rebeldes, numa rua da cidade de Sirte, do chefe de Estado Muammar Kadhafi, que governou o país durante 42 anos.

Em 2014, o poder na Líbia passou a ser partilhado por dois governos: um em Tripoli, apoiado por poderosas milícias, e outro a partir da cidade portuária de Tobruk, situada mil quilómetros a leste da capital.