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Procurador-geral do Equador pede auditoria às suas próprias contas

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Galo Chiriboga, procurador-geral do Equador

JUAN CEVALLOS

Reagindo ao facto de o seu nome surgir em alguns dos 11,5 milhões de documentos da sociedade de advogados Mossack Fonseca que estão no centro da maior fuga de informação de sempre, Galo Chiriboga garantiu que não tem contas em paraísos fiscais

O procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, garante que não tem contas em paraísos fiscais e declarou esta quarta-feira que vai pedir uma auditoria às suas próprias declarações de bens, depois de o seu nome ter surgido nos chamados Panama Papers — o conjunto de 11,5 milhões de documentos da sociedade de advogados panamiana Mossack Fonseca que foram entregues ao jornal alemão "Süddeutsche Zeitung" e que estão a ser revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) e seus parceiros, entre eles o Expresso.

Chiriboga, que falou à imprensa equatoriana em videoconferência a partir de Espanha, disse que na próxima segunda-feira vai pedir aos organismos do seu país para investigarem as suas declarações de bens, as suas contas bancárias e o cumprimento das suas obrigações fiscais. "O facto de o meu nome estar nos Panama Papers não implica (...) que haja uma infração", garantiu.

De acordo com o "El Comércio", Chiriboga admitiu ter aberto uma empresa no Panamá, a Madrigal Finance, mas argumentou que essa empresa foi fundada em 1999 quando não era funcionário público mas sim um advogado privado, com o intuito de proteger o seu património da crise financeira que estalou nesse ano na nação equatoriana. "Não há nenhum ilícito, o único ativo da empresa é essa propriedade", declarou aos jornalistas. A propriedade em questão, segundo o próprio, é uma casa em Quito que era propriedade de uma família alemã que foi alvo de um processo hipotecário por um banco privado no Equador, que para pagar os serviços de Chiriboga lhe entregou esse imóvel.