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Daesh cria série de videojogos contra o Ocidente

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Um grupo de jiadistas indonésios criou uma série de jogos para telemóvel onde o jogador pode alvejar o Presidente Obama, atacar o Capitão América ou combater as tropas de Bashar al-Assad. Este é o mais recente meio de propaganda do Daesh

É uma forma no mínimo diferente de passar a mensagem de ódio aos valores ocidentais. Um grupo de jiadistas indonésios, pertencentes ao autoproclamado Estado Istâmico (Daesh), lançou uma série de videojogos que encoraja os jogadores a atacarem algumas das mais populares – e simbólicas – figuras americanas. O anúncio foi feito através das redes sociais, em contas ligadas ao grupo terrorista.

A série de jogos, lançados para a plataforma Android, é baseada em outros videojogos populares nos EUA. E é possível a qualquer utilizador da plataforma descarregar “Shoot Obama”, um jogo baseado em torneios de arco e flecha, onde o jogador tem de acertar em vários alvos com a cara do Presidente dos EUA. Quando uma seta acerta no alvo, é ainda ouvido o grito “Allahu Akbar”, frase gritada pelos bombistas suicidas do Daesh antes de se fazerem explodir.

Outra das “diversões” disponíveis, “Capitão Daesh”, permite ao jogador atacar uma personagem semelhante à do Capitão América, conhecida figura da banda desenhada americana, enquanto uma multidão observa, impávida. Um terceiro jogo retrata uma “ida à Síria”, através de um percurso de obstáculos onde o “herói” tem de percorrer a margem do rio Tigre enquanto evita tanques e aviões das forças do regime sírio.

Na descrição dos jogos, pode ler-se que estes “são indicados para todas as idades, incluindo crianças”. Esta é, por isso, uma clara tentativa dos jiadistas para captar a atenção dos jovens para a sua causa.

No seio da organização terrorista, o número de “crianças-soldado” tem disparado a um ritmo alarmante. Segundo dados do Centro de Combate ao Terrorismo americano, o dobro das crianças está a ser lançado pelo Daesh para a frente de batalha, muitas delas forçadas a tomar parte nos planos dos terroristas. A maioria vem da Síria mas o número de mortes é superior em solo iraquiano: 60% dos jovens terão entre 12 a 16 anos, enquanto apenas 6% estão entre os oito e os 12 anos.

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