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Panama Papers leva à investigação de 21 tailandeses

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Os implicados, cujos nomes não foram publicados pela imprensa, incluem proprietários de grandes conglomerados de empresas que poderão ter incorrido em crimes de evasão fiscal

O departamento contra a lavagem de dinheiro na Tailândia investiga 21 tailandeses que poderão ter empresas em paraísos fiscais e cujos nomes aparecem nos Panama Papers, informou esta terça-feira a imprensa local.

Os implicados, cujos nomes não foram publicados pela imprensa, incluem proprietários de grandes conglomerados de empresas que poderão ter incorrido em crimes de evasão fiscal.

O número de investigados na Tailândia poderá aumentar, já que são referidos nos Panama Papers os nomes de 780 pessoas e 50 empresas com sede no país, algumas delas estrangeiras, segundo o diário "Bangkok Post".

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite de domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas "offshore" em mais de 200 países e territórios.

A partir dos Panama Papers como já são conhecidos, a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em ‘offshores’ e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles o rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

O semanário Expresso e o canal de televisão TVI estão a participar nesta investigação em Portugal.