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Obama: “Muitas dessas manobras fiscais são legais, esse é o problema”

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JIM LO SCALZO / EPA

O Presidente Barack Obama pediu ao Congresso que legisle no sentido de impedir a evasão fiscal que acaba por atingir, invariavelmente, a classe média

A fuga e evasão fiscal é um problema planetário que conta com a complacência dos governos. Esta foi umas das mensagens deixadas esta terça-feira pelo Presidente Barack Obama, que comentava o chamado Panama Papers, a maior fuga de informação da história que mostra como uma indústria global de sociedades de advogados, empresas fiduciárias e grandes bancos vendem o segredo financeiro a políticos, burlões e traficantes de droga, bem como a multimilionários, celebridades e estrelas do desporto.

“É um problema global”, disse Obama e os Estados Unidos não passam à margem. “Muitas dessas manobras fiscais são legais, esse é o problema”, acrescentou. Para combater esta situação, o chefe de Estado norte-americano defendeu as medidas adotadas esta segunda-feira pela Secretaria de Estado do Tesouro que pretendem impedir que as empresas recorram a fusões internacionais para pagar menos impostos.

“Quando as grandes empresas aproveitam os vazios legais [para fugir aos impostos], quem sofre as consequências são as famílias”, assinalou Obama.

As normas aprovadas esta segunda-feira pelo Congresso afetam, por exemplo, que a anunciada fusão da farmacêutica Pfizer (que produz o Viagra), e tem o grosso das receitas nos Estados Unidos, com a Allergan (Botox), que tem a sua sede na Irlanda, onde os impostos cobrados são mais baixos do que nos EUA.

“Ao renunciar à sua cidadania e ao mudarem a sede para outro local, mantêm todos os benefícios das companhias norte-americanas, mas não cumprem as suas responsabilidades fiscais, assumindo, desta forma, que outros devem pagar por elas”, criticou Obama.