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Governo islandês demite-se devido ao Panama Papers

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KENZO TRIBOUILLARD/Getty Images

Primeiro-ministro da Islândia pediu ao presidente para dissolver o parlamento depois de o seu nome ter sido associado ao caso, com alegações de que Sigmundur David Gunnlaugsson e a sua mulher detêm secretamente uma empresa offshore com sede em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas

Um dia depois de os partidos da oposição terem formalizado uma moção de censura contra o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur Davíd Gunnlaugsson pediu ao Presidente para dissolver o Parlamento. A notícia foi avançada pela Reuters, ainda que a agência AFP adiante que o Presidente recusou, para já. Olafur Grimsson quererá ouvir os principais partidos antes de tomar uma posição.

O pedido do chefe do governo islandês acontece depois depois de o seu nome ter surgido entre os que figuram no caso Panama Papers, com alegações de que Gunnlaugsson e a sua mulher detêm secretamente uma empresa offshore, com sede em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas.

A empresa em causa foi criada em 2007 pela Mossack Fonseca, a empresa de advogados do Panamá que é uma das maiores fundadoras mundiais de empresas offshores. A investigação revela ainda que a sociedade do casal teve títulos que valeram milhões de euros em três grandes bancos da Islândia, que faliram no contexto crise financeira de 2008.