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Altice citada nos Panama Papers

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Patrick Drahi, presidente-executivo da Altice

PHILIPPE WOJAZER / Reuters

Fundo que comprou a PT Portugal – dona da Meo –, recorreu a serviços de uma sociedade financeira panamiana entre 2008 e 2010. Altice garante que relação ocorreu “em condições perfeitamente legais”

O fundo de origem franco-israelita Altice – detido pelo empresário Patrick Drahi, e que em Portugal comprou a Cabovisão e a PT Portugal, dona da Meo – surge citado na investigação Panama Papers, que está a expor o uso do paraíso fiscal do Panamá por parte de empresas, políticos, desportistas ou celebridades para agilizar operações económicas ou esconder dinheiro e património.

A referência à Altice no âmbito desta investigação está a ser avançada por vários jornais internacionais e já levou a empresa a reagir oficialmente, esclarecendo que o recurso aos serviços de uma entidade financeira panamiana ocorreu na sequência de "operações acessórias por razões de estrita confidencialidade e em condições perfeitamente legais, sem qualquer incidência fiscal", ou seja, e sem qualquer objetivo de evasão fiscal.

A relação da Altice com esta sociedade financeira panamiana ocorreu entre 2008 e 2010, fazendo o grupo franco-israelita questão de frisar que "nem Patrick Drahi nem a Altice têm qualquer participação" nessa empresa do Panamá.