Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Messi põe “El Confidencial” em tribunal por difamação

  • 333

David Ramos/Getty Images

Internacional argentino vai processar o jornal espanhol por revelações ligadas aos Panama Papers, o acervo de 11,5 milhões de documentos da firma Mossack Fonseca onde são revelados em profundidade os esquemas de corrupção de centenas de políticos e personalidades de todo o mundo

O internacional argentino Lionel Messi planeia sentar os responsáveis do jornal espanhol "El Confidencial" no banco dos réus em resposta às alegações daquele jornal, onde o futebolista é acusado de usar uma empresa 'offshore' para lavar dinheiro. As intenções de Messi em processar o diário espanhol foram confirmadas pelos próprios editores da publicação ao "Daily Mirror".

De acordo com o jornal britânico, Messi e a sua família vão alegar que o diário online espanhol cometeu crimes de difamação ao ligá-lo a um esquema de fuga aos impostos através da empresa Mega Star Enterprises, com sede no Panamá. As referências citadas pelo "El Confidencial" estão integradas no acervo de 11,5 milhões de documentos da firma de advogados panamiana Mossack Fonseca, que começaram a ser divulgados no domingo pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) e por uma rede de dezenas de jornais internacionais, incluindo o Expresso.

O portal de notícias espanhol avança que representantes de Messi vão publicar esta segunda-feira um comunicado de imprensa onde anunciarão as suas intenções de processar o jornal e onde irão negar publicamente as ligações do jogador e do seu país à empresa 'offshore' ainda em funcionamento.

Os documentos analisados pelo "El Confidencial" e por outros jornais espanhóis indicam que a estrela do Barça adquiriu a empresa panamiana Mega Star Enterprises Inc. apenas um dia depois de a Justiça espanhola ter aberto uma investigação a Messi e ao seu pai por suspeitas de corrupção e fuga aos impostos.

A compra dessa empresa a 13 de junho de 2013 foi negociada entre a empresa uruguaia Abreu, Abreu & Ferres, em nome do seu cliente, e uma sucursal da Mossack Fonseca em Montevideu. A firma de advogados com sede no Panamá é conhecida entre os grandes milionários intermacionais pela sua capacidade de criar sociedades 'offshore' especializadas em ajudar os seus clientes a fugirem aos impostos e a esconderem dinheiro e património.