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Austrália abre investigação formal a 800 cidadãos por evasão fiscal

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Nomes são citados nos Panama Papers, um acervo de milhões de documentos da firma de advogados do Panamá, a Mossack Fonseca, divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação no domingo e onde são revelados centenas de esquemas de corrupção com ‘offshores’

A Austrália já começou a investigar 800 cidadãos por alegadas evasões tributárias após a divulgação da lista de suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção com ‘offshores’, de um conjunto de 11,5 milhões de documentos da Mossack Fonseca a que o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação teve acesso.

A divulgação dos Panama Papers, obtidos pelo jornal alemão “Süddeutsche Zeitung” e analisados e divulgados por um conjunto de media internacionais, incluindo o Expresso, começou no domingo, com revelações sobre a criação de milhares de empresas ‘offshore’ e paraísos fiscais, num escândalo que implica pelo menos 140 políticos de todo o mundo, incluindo 12 antigos e atuais líderes mundiais.

"Atualmente identificámos mais de 800 contribuintes (australianos) e ligámos mais de 120 deles a um fornecedor associado de serviços situado em Hong Kong", disse o departamento australiano de impostos ao diário “The Australian Financial Review”. De acordo com uma investigação conjunta do "The Guardian Australia" e da ABC, a Mossack Fonseca trabalha com pelo menos 77 clientes australianos.

Apesar de na Austrália não ser ilegal a criação de empresas ‘offshore’, a legislação do país prevê coimas e penas de prisão para os que não declaram bens e propriedades às Finanças. Entre os nomes citados, avança o “The Guardian”, estão indivíduos ligados ao Projeto Wickenby, um grupo de trabalho criado em 2006 e liderado pela Autoridade Tributária australiana (ATO) para investigar os vastos esquemas de fuga aos impostos a serem geridos a partir da Austrália.