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Alemarah, a app talibã que a Google baniu

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GETTY

A aplicação estava disponível desde 1 de abril no Google Play e fora lançada pelos talibãs como parte dos “esforços em tecnologia avançada para chegar a uma audiência mais global”

Alemarah, a aplicação para Android criada pelos talibãs para difundir a sua propaganda, foi removida da Google Play Store após ter sido lançada a 1 de abril. A app destinava-se a difundir vídeos e declarações oficiais do grupo em Pashto, língua falada no Afeganistão, Paquistão e Irão.

Um porta-voz dos talibãs declarara à Bloomberg que a Alemarah era “parte dos nossos esforços em tecnologia avançada para chegar a uma audiência mais global”.

Em sequência da suspensão, o Google indicou que remove aplicações que violem os seus princípios. Entre as limitações que a empresa estabelece, encontra-se a proibição de mensagens que propaguem o ódio.

A aplicação tinha sido descoberta e denunciada pelo site Intel Group, que monitoriza a atividade jiadista. A ação deste grupo motivou que o site dos talibãs e as suas contas no Twitter já tenham sido suspensas por diversas vezes.

As redes sociais Twitter e Facebook, assim como o Telegram, têm sido utilizados por jiadistas talibãs e do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) para difundirem a sua propaganda e recrutarem novos membros para a causa.