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Presidente sul-africano diz que vai devolver os milhões que gastou na sua casa

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MIKE HUTCHINGS/REUTERS

Inicialmente fora alegado que a verba tinha sido usada para aumentar a segurança da residência de Jacob Zuma

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, assegurou esta sexta-feira que respeita a decisão do Tribunal Constitucional e vai devolver os cerca de 15 milhões de euros que gastou em obras na sua residência privada.

“Respeito a sentença e vou cumpri-la”, afirmou Jacob Zuma, num discurso ao país transmitido pela televisão estatal.

O Tribunal Constitucional da África do Sul ordenou na quinta-feira, numa resolução sem precedentes, que o presidente sul-africano devolvesse o dinheiro público usado indevidamente.

Em março de 2014, a Defensora do Povo, Thuli Madonsela, referiu num relatório que o dinheiro público gasto pelo chefe de Estado na sua residência privada não tinha sido para reforçar as estruturas de segurança, conforme alegado por Jacob Zuma.

Segundo o relatório, as obras, pagas com fundos estatais e alegadamente para aumentar a segurança do complexo residencial, incluíram um galinheiro, um estábulo para vacas, uma piscina e um anfiteatro.

“Pagarei o dinheiro relativo às reformas não relacionadas com a segurança assim que a autoridade correspondente o determinar”, assegurou o presidente sul-africano.

A quantidade exata de dinheiro que terá de reembolsar será fixada num prazo de dois meses pela Tesouraria Nacional e o valor deve ser aprovado pelo Constitucional.

“O presidente não cumpriu, não defendeu, nem respeitou a Constituição”, referem na resolução os juízes do Tribunal Constitucional.

O caso é o maior escândalo de corrupção da presidência de Jacob Zuma, que chegou ao poder em 2009, depois de o Ministério Público lhe retirar mais de 700 acusações que existiam contra si.