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Pirata informático diz que ajudou Enrique Peña Nieto a tornar-se presidente do México

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O candidato presidencial Oscar Ivan Zuluaga foi questionado pelas autoridades da Colômbia em janeiro de 2015 por ter alegadamente contratado os serviços de Sepúlveda nas eleições do ano anterior

LUIS ACOSTA

Em entrevista à revista norte-americana “Bloomberg Businessweek”, hacker colombiano Andrés Sepúlveda diz que, ao longo de mais de uma década, foi contratado por vários candidatos e partidos políticos de nove países diferentes da América Latina para manipular resultados de eleições

O pirata informático Andrés Sepúlveda garante que, ao longo de mais de uma década, tem ajudado políticos latino-americanos a ganharem eleições nos seus países, destacando entre eles o atual Presidente do México, Enrique Peña Nieto, que terá saído vencedor das presidenciais de 2012 graças aos dotes de pirataria de Sepúlveda.

Em entrevista à “Bloomberg Businessweek”, o hacker colombiano diz que também foi chamado a intervir em eleições de outros oito países da região, como a Colômbia, o Panamá e a Venezuela. "O meu trabalho era fazer ações de guerra suja e operações psicológicas, propaganda negra, rumores, enfim, toda a parte obscura da política que ninguém sabe que existe, mas que todos veem”, afirmou na extensa conversa com a revista norte-americana de negócios. O governo de Peña Nieto já reagiu, desmentindo todas as acusações.

Sepúlveda, que está atualmente a cumprir uma pena de dez anos de prisão no seu país, garante que ajudou a manipular as eleições de nove países da América Latina, através do roubo de dados, da instalação de programas maliciosos ('malware') em computadores e de burlas nas redes sociais — crimes que terá cometido também durante as eleições presidenciais colombianas em 2014 e pelos quais foi condenado.