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Internacional

Estados Unidos oferecem pacote de €294 milhões à Ucrânia para reforçar segurança

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Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, continua a liderar guerra contra separatistas do leste

Mykhailo Palinchak/Reuters

Fundos adicionais foram prometidos pelo vice-presidente norte-americano, Joe Biden, ao líder da Ucrânia, Petro Poroshenko, à margem da cimeira de segurança nuclear a decorrer em Washington DC

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou na madrugada desta sexta-feira que os Estados Unidos da América vão canalizar 335 milhões de dólares adicionais (cerca de 294 milhões de euros) para ajudar a reforçar a segurança interna na Ucrânia.

De acordo com a Casa Branca, Biden informou o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, destas intenções num encontro em Washington à margem da Cimeira de Segurança Nuclear a decorrer desde quinta-feira em Washington DC, na qual participam mais de 50 países.

A ajuda suplementar destina-se, de acordo com o comunicado, a financiar formação, assessores e ajuda não letal em matéria de segurança. Mais nenhum pormenor foi avançado sobre o pacote de ajuda externa ao país.

Desde novembro de 2014 que a Ucrânia vive em guerra civil, sobretudo no leste, onde grupos separatistas pró-russos continuam a lutar contra as forças leais a Kiev pelo controlo de território. A crise começou quando o então Presidente Viktor Ianukovitch, aliado da Rússia de Vladimir Putin, anunciou que ia abdicar de um acordo comercial com a União Europeia — tido como um primeiro passo para a eventual adesão do país ao bloco europeu — em prol da assinatura de um tratado com Moscovo e outras nações ex-soviéticas. Em março seguinte, a população da península da Crimeia votou num controverso referendo a secessão com a Ucrânia, optando por voltar à esfera de influência de Moscovo como antes da queda da URSS.