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EUA e China criam frente unida contra programa nuclear da Coreia do Norte

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Getty Images

Acordo entre Barack Obama e o Presidente do maior aliado e parceiro comercial dos norte-coreanos, Xi Jinping, foi alcançado à margem da cimeira de segurança nuclear a ter lugar em Washington DC — horas antes de Pyongyang testar mais um míssil balístico

Barack Obama e Xi Jinping chegaram a um acordo na quinta-feira para cooperarem face à ameaça nuclear da Coreia do Norte, que segundo as autoridades sul-coreanas testaram um novo míssil na madrugada desta sexta-feira.

À margem da cimeira de segurança nuclear a decorrer na capital norte-americana, os líderes dos EUA e da China concordaram em discutir formas "de desencorajar ações como os testes de mísseis nucleares que fazem escalar as tensões e que violam as obrigações internacionais", nas palavras de Obama. Citado pela agência estatal chinesa Xinhua, Xi disse ser de extrema importância que todos os envolvidos implementem "de forma completa e estrita" o novo pacote de sanções ao regime de Kim Jong-un recentemente aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, com o aval de Pequim.

De acordo com a mesma agência, o vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Zheng Zeguang, confirmou que os dois Presidentes tiveram "uma conversa cândida e aprofundada e alcançaram um importante consenso", fruto de uma troca de ideias "positiva, construtiva e frutuosa".

No último mês, Pyongyang não só levou a cabo uma série de testes de mísseis balísticos de curto e longo alcance como terá testado pela primeira vez uma bomba de hidrogénio. O alinhamento da China, maior aliado e parceiro comercial da Coreia do Norte, com os Estados Unidos e restante comunidade internacional sublinha uma preocupação generalizada face a essas recentes ações do regime mais hermético do mundo.

Horas depois da conversa bilateral entre Obama e Xi em Washington DC, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul avançou que Pyongyang levou a cabo um novo teste de míssil, fazendo um disparo a partir da cidade de Sondok, na sua costa leste, pelas 12h45 locais, 4h45 desta madrugada em Lisboa. Em comunicado, Seul indicou, contudo, que ainda não conseguiu confirmar o raio de alcance e a trajetória do míssil balístico.