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Dez dias depois do atentado, aeroporto de Bruxelas está "pronto para reabrir parcialmente"

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Memorial às vítimas do atentado no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, na passada terça feira

CHARLES PLATIAU / REUTERS

Ainda assim, voos não serão retomados antes da madrugada de sábado, sublinha a operadora do aeroporto de Zaventem em comunicado

O aeroporto atingido pelo primeiro dos dois ataques bombistas que, a 22 de março, causaram 35 mortos e 359 feridos em Bruxelas está pronto para abrir parcialmente mas os voos só deverão ser retomados esta sexta-feira à noite, anunciaram hoje as operadoras do aeroporto de Zaventem em comunicado.

No documento, as empresas dizem que a área das partidas, onde dois bombistas-suicidas ligados ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) se fizeram explodir ao início da manhã daquela terça-feira, só estará a operar a 20% das capacidades normais.

Os operadores de Zaventem passaram os últimos dias a levar a cabo uma série de testes a um sistema temporário de check-in que possibilitasse acelerar a reabertura do aerporto. Esse sistema, é ainda referido no comunicado, vai permitir que cerca de 800 passageiros sejam processados por hora, um número bem inferior ao normal.

Arnaud Feist, diretor-executivo de Zaventem, tinha declarado no início da semana que ia levar meses até que o aeroporto pudesse reabrir. Essa promessa foi feita na mesma altura em que um grupo de agentes da polícia do aeroporto terem anunciado que denunciaram problemas na segurança de Zaventem "bem antes dos atentados" de 22 de março.

Numa carta aberta publicada pela transmissora nacional belga VRT em flamengo, a polícia disse ter enviado "fortes sinais diários quanto à segurança geral do aeroporto", sinais esses que foram ignorados. No próprio dia dos atentados, um relatório divulgado em janeiro por uma das maiores centrais sindicais da Bélgica também mostrava graves falhas de segurança detetadas em Zaventem por especialistas do setor dos Transportes.

As autoridades federais belgas continuam entretanto à procura de um dos alegados suspeitos de envolvimento nos atentados da semana passada, que surge em imagens do circuito CCTV de Zaventem ao lado dos bombistas Najim Laachraoui e Ibrahim El-Bakraoui, que morreram ao levar a cabo o ataque ao aeroporto. O "homem do chapéu branco" é suspeito de ter fugido da cena do crime antes de conseguir detonar os explosivos que transportava na bagagem. O irmão de Ibrahim, Jalid El-Bakraoui, é tido como o responsável pela segunda explosão daquele fatídico dia, na estação de metro de Maelbeek, perto da Comissão Europeia.