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Cientistas vão perfurar a zona onde caiu o asteroide que matou os dinossauros

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Recorrendo-se a técnicas semelhantes às da exploração petrolífera subaquática, ao longo dos próximos meses vai ser perfurada a camada de sedimentos formada há 66 milhões de anos em sequência da queda asteroide que causou extinção de 50% das espécies que existiam no planeta

Uma expedição cientifica irá começar durante este mês de abril a perfurar a cratera Chicxulub, na costa de Yucatán, México, com o objetivo de saber mais sobre como o planeta reagiu há 66 milhões de anos à queda do asteroide com 14 quilómetros de largura que causou a extinção de 50% das espécies que existiam na Terra, entre as quais os dinossauros.

Recorrendo-se a técnicas semelhantes às da exploração petrolífera subaquática, a perfuração da camada de sedimentos, formada após a queda do asteroide, será levada a cabo ao longo dos próximos meses. A camada em causa tem centenas de metros de profundidade centenas de quilómetros de largura.

Os cientistas pensam que impacto da queda do asteroide na Terra poderá ter sido milhares de milhões de vezes mais forte ao da bomba atómica largada sobre Hiroshima. Espoletou terramotos e tsunamis e levou nos dias seguintes à deslocação de cerca de 200 mil quilómetros cúbicos de sedimentos.

Mais do estudar a devastação imediata ocorrida, os cientistas pretendem saber como reagiu o planeta na fase seguinte.

“Um dos objetivos principais é estudar quais foram as condições para o regresso da vida marinha na zona após o impacto”, refere Jaime Urrutia Fucugauchi, geofísico da Universidade Nacional Autónoma do México, um dos responsáveis pela investigação multidisciplinar, citado pelo “El País”.