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Trump volta atrás e diz que afinal mulheres que interrompem gravidezes não merecem castigo

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Brian Blanco/Getty Images

Depois de declarar que, caso o aborto volte a ser ilegal nos Estados Unidos, as mulheres "merecem algum tipo de punição", líder da corrida à nomeação presidencial republicana reagiu às críticas dizendo que apenas os que executam as interrupções de gravidez, e não as grávidas, é que devem ser castigados

O aspirante a candidato presidencial Donald Trump voltou atrás nas suas declarações de que as mulheres que abortam merecem "algum tipo de punição" caso a interrupção de gravidez volte a ser ilegal nos Estados Unidos — defendendo, na noite de quarta-feira, madrugada desta quinta em Portugal, que apenas os que executam abortos a pedido das grávidas é que devem ser castigados.

Num evento de campanha transmitido pela MSNBC, o líder da corrida republicana provocou uma onda de críticas e acusações ao declarar que tem de ser ponderada uma punição adequada para as mulheres que interrompem gravidezes caso tal volte a ser ilegalizado. Ao voltar atrás nas suas declarações horas depois, Trump declarou ainda assim: "A minha posição mantém-se."

A questão é um tema sensível para o candidato republicano que já foi democrata e que no passado apoiou os direitos das mulheres a interromperem voluntariamente gravidezes indesejadas. Agora, e numa tentativa de agradar o eleitorado republicano tendencialmente mais conservador, o magnata diz que apoia algumas restrições ao aborto nos Estados Unidos.

A prática tornou-se legal no país em 1973 após uma decisão favorável do Supremo Tribunal no caso Roe vs. Wade. Só a alta instância judicial ou uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso e pelo Presidente norte-americanos é que podem reverter essa medida e voltar a ilegalizar a prática.

O volte face de Trump aconteceu no mesmo dia em que a Food and Drug Administration (FDA) emitiu novas diretivas para permitir o acesso mais facilitado a um medicamento conhecido como RU-486, que ajuda a induzir um aborto.