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Suspeito de ligações aos atentados de Paris estava a preparar ataque de “extrema violência”

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Reda Kriket foi detido em Argenteuil, subúrbio de Paris, a 24 de março

PATRIK STOLLARZ

Reda Kriket, o cidadão francês detido há uma semana em Paris por ligações a Abdelhamid Abaaoud, mantinha quantidade “sem precedentes” de armas e explosivos no seu apartamento em Argenteuil, avançaram as autoridades francesas esta quinta-feira

O homem de nacionalidade francesa detido em Paris há uma semana por suspeitas ligações aos atentados de Paris e aos ataques deste mês em Bruxelas tinha uma "quantidade sem precedentes de armas" e explosivos na sua casa e estava a planear um ato de "extrema violência". Reda Kriket, de 34 anos, já foi formalmente acusado pela procuradoria de estar a preparar um atentado terrorista, avançaram esta quinta-feira as autoridades francesas.

No seu apartamento em Argenteuil, um subúrbio da capital francesa, a polícia encontrou cinco carabinas, sete armas de fogo de pequeno porte e o mesmo tipo de explosivos que foram usados nos ataques de novembro em Paris, que vitimaram 130 pessoas, e nos que há uma semana provocaram 35 mortos e 359 feridos na capital belga. Na mesma casa foram ainda encontrados químicos, passaportes falsos, telemóveis por estrear e dois compuradores com informações sobre grupos jiadistas e manuais de fabrico de bombas.

"Tudo aponta para que a descoberta destas armas tenha servido para evitar um ato de extrema violência por uma rede terrorista", declarou o procurador-geral de França, François Molins, em conferência de imprensa esta manhã.

Kriket era um dos suspeitos procurados pelas autoridades dos dois países por alegadas ligações aos atentados do ano passado. O possível alvo do ataque que estaria a preparar não foi desvendado, com Molins a declarar apenas que esse atentado "estava iminente" quando o suspeito foi detido a 24 de março.

O cidadão francês tinha sido condenado a 10 anos de prisão em julho do ano passado por recrutar europeus para se juntarem ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na Síria. Nessa altura, Abdelhamid Abaaoud, tido como o cérebro dos atentados de Paris, também foi condenado in absentia por um tribunal francês a 20 anos de prisão.