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Boris Johnson favorito à sucessão de Cameron na liderança dos conservadores

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George Osborne, o chanceler do Tesouro britânico em tempos tido como o provável sucessor de Cameron em 2020, caiu para terceiro lugar. Segundo nova sondagem, autarca de Londres que defende saída do Reino Unido da UE é agora o claro favorito para ocupar o cargo de secretário-geral do Partido Conservador

Boris Johnson é o favorito dos britânicos para suceder a David Cameron no leme do Partido Conservador (tories). De acordo com uma sondagem levada a cabo pela ORB para o jornal "The Independent", o controverso autarca de Londres angaria neste momento 38% dos apoios para suceder ao atual primeiro-ministro na liderança do partido no poder. Cameron já confirmou que vai abandonar esse cargo em 2020, ano de eleições legislativas no Reino Unido. Segundo esse inquérito, a ministra do Interior, Theresa May, é a favorita de 16% dos britânicos, com George Osborne — atual chanceler do Tesouro que, em tempos, ocupou o primeiro lugar da lista de possíveis sucessores de Cameron — a surgir em terceiro lugar, com 9% dos apoios.

A sondagem, levada a cabo junto de dois mil eleitores, mostra que Osborne está a ser castigado pela recente baixa no governo de Cameron, leia-se, a demissão do ministro do Trabalho e das Pensões, Iain Duncan Smith, que obrigou o Tesouro ao leme de Osborne a voltar atrás nas suas intenções de cortar nos subsídios de invalidez. De acordo com o inquérito, apenas 28% dos eleitores acha que o chanceler está "a fazer um bom trabalho na gestão da economia britânica", com quase o dobro desses (57%) a discordarem dessa afirmação. Os números são mais positivos entre os eleitores que declaradamente apoiam os Tories, com 56% desses a dizerem que Osborne está a fazer um bom trabalho, contra 29% que acham o contrário.

A liderança do Partido Conservador, que em última instância será decidida nas primárias de 2020 pelos 150 mil afiliados, tornou-se numa incógnita perante a possibilidade de o Reino Unido vir a sair da União Europeia já este ano. Muitos tories acreditam que as hipóteses de Johnson suceder a Cameron foram melhoradas pelo facto de estar a liderar a campanha pela brexit, contra os que, dentro e fora do partido, apoiam o primeiro-ministro e o seu desejo de manter o Reino Unido na UE. Essa questão será decidida pela população britânica num referendo convocado para 23 de junho.