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Salário elevado de Carlos Tavares de novo criticado pelo Governo francês

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Em entrevista ao “Le Parisien” o ministro francês da Economia considera que Carlos Tavares é um “bom gestor” mas acrescenta: “Penso que a responsabilidade e a ética não se regulam pela lei, mas pelo exemplo que se dá”

Pelo segundo dia consecutivo, o Governo francês criticou publicamente o presidente do grupo PSA (Peugeot-Citroen), o português, Carlos Tavares, cujo salário quase duplicou de 2014 para 2015, passando de 2,75 milhões de euros para 5,24 milhões de euros.

Desta vez, foi o ministro da Economia, Emmanuel Macron, considerado um dos mais liberais do executivo, que o aconselhou a recusar um nível tão elevado de remuneração.

Numa entrevista, nesta quarta-feira, ao jornal diário “Le Parisien”, Macron considera que o português “erra ao abstrair-se da sensibilidade dos franceses sobre o assunto”. O ministro considera que Carlos Tavares é um “bom gestor” que está “em vias de realizar com êxito a transição da empresa” mas acrescenta: “Penso que a responsabilidade e a ética não se regulam pela lei, mas pelo exemplo que se dá”.

Os dirigentes dos principais sindicatos franceses também criticam Carlos Tavares pelo mesmo motivo, achando que o montante da sua remuneração “é um escândalo”. “Os lucros que a Peugeot realizou no último ano, também se devem ao esforço dos assalariados e, esses, têm os aumentos salariais bloqueados desde há três anos e, neste contexto, é um escândalo que o presidente tenha duplicado o seu salário”, diz Laurent Berger, líder da central sindical, CFDT (próxima dos socialistas).