Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Primeiro-ministro belga seria alvo dos terroristas

  • 333

Primeiro-ministro belga, Charles Michel

Dean Mouhtaropoulos/GETTY

Investigadores encontraram documentos e fotografias do gabinete e da residência de Charles Michel no apartamento de onde partiram os três jiadistas em direção ao aeroporto e estação de metro de Maelbeek

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Documentos e fotografias do 16, rue de la Loi, o número da porta do gabinete do primeiro-ministro belga, Charles Michel, terão sido encontrados no apartamento dos bombistas-suicidas que mataram 35 pessoas e feriram cerca de 300 nos ataques terroristas no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maelbeek.

A imprensa belga, que cita fontes oficiais, revela ainda que foram também encontradas no mesmo local algumas informações detalhadas sobre a residência de Charles Michel em Bruxelas, situada numa zona próxima da embaixada norteamericana.

As autoridades têm razões para acreditar que esta célula teria intenções de cometer atentados em edifícios governamentais em Bruxelas.

Foi do 5º andar do número 4, da rue Max Roos, no bairro de Schaerbeek, que partiram os irmãos Ibrahim e Khalim El Backraoui, na manhã de 22, em direção aos dois locais dos atentados. As malas que transportaram num taxi desde Schaerbeek continham explosivos e detonadores. O primeiro fez-se explodir no aeroporto e o segundo na estação de Maelbeek.

O motorista desconfiou dos três passageiros que transportou até ao aeroporto e acabou por denunciá-los à polícia depois dos atentados ocorridos cerca das 8h00 locais (9h00 de Portugal) do dia 22 de março.

Ao jornal "Le Soir", um porta-voz do Governo confirma o reforço das medidas de segurança no centro e na periferia da cidade, não especificando no entanto se estão relacionadas com os documentos deixados no apartamento em Schaerbeek.