Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Parceiro de Dilma no governo brasileiro rompe coligação

  • 333

A convenção nacional do PMDB fora marcada por diversas intervenções a favor do impeachment de Dilma

FERNANDO BIZERRA JR./EPA

Decisão do PMDB, partido com maior número de deputados federais, irá enfraquecer o regime da presidente Dilma Rousseff

A decisão do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) abandonar a coligação governamental estabelecida com o Partido dos Trabalhadores (PT) da presidente Dilma Rousseff foi tomada esta terça-feira por aclamação. A reunião da direção nacional do PMDB serviu para formalizar uma decisão que já havia sido tomada.

A direção do partido decidiu que os seis ministros do partido, assim como os filiados que ocupam outros cargos no executivo, têm de abandonar os seus cargos. Quem não cumprir será punido.

O PMDB é partido com maior número de deputados federais (68) e a sua saída irá enfraquecer ainda mais o regime de Dilma, até porque há a expectativa que outros partidos venham a seguir o exemplo.

A relação entre o PMDB e o PT foi estabelecida no primeiro mandato de Lula, mas tem vindo a deteriorar-se nos últimos anos e a decisão de apoio a Dilma para o seu segundo mandato já estivera muito longe de ter sido consensual dentro do partido.

A convenção nacional do PMDB, de 12 de março, foi marcada por diversas intervenções a favor do impeachment de Dilma e da saída do governo. Nenhuma decisão foi contudo tomada nesse sentido, tendo sido determinado que o partido iria anunciar a manutenção ou rompimento com o PT nos próximos 30 dias e que até lá não iriam assumir novos ministérios.

Dias depois, Dilma empossou o deputado do partido Mauro Lopes como ministro da Secretaria da Aviação Cívil, o que foi encarado como uma afronta à posição que fora tomada pelo PMDB e terá contribuído para acelerar o afastamento do PT.