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Líbia é cada vez mais a porta de saída para o Mediterrâneo

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Número de migrantes que atravessa o Mediterrâneo desde a Líbia aumentou 42,5%

O encerramento das fronteiras de países como a Eslovénia — com vista ao fim da rota dos Balcãs — e o acordo da União Europeia com a Turquia levam os migrantes a procurarem alternativas para entrarem na Europa. A Líbia reforça-se agora como o país que serve de porta de saída para o Mediterrâneo de milhares de migrantes e refugiados que querem chegar ao velho continente.

De acordo com um relatório da guarda costeira italiana, divulgado esta segunda-feira, 1482 migrantes foram resgatados ao longo da costa líbia só nos últimos dois dias.

Os números da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) também confirmam essa tendência: este ano quase 14.500 migrantes chegaram à Itália através da Líbia, o que corresponde a um crescimento de 42,5% face a período homólogo de 2015, refere a AFP.

O acordo alcançado na cimeira europeia com a Turquia estipulou que desde o passado dia 20 de março todos os novos migrantes ilegais que chegarem à Grécia da Turquia para as ilhas gregas serão devolvidos ao país. Por outro lado, a UE comprometeu-se a acolher até 72 mil refugiados.

Nos últimos dias, cerca de 400 migrantes e refugiados foram transportados para outros centros de refugiados ao longo da Grécia, de forma gerir o fluxo de cidadãos oriundos de países como o Afeganistão ou a Síria que chegam ao país.

Desde que foi alcançado o acordo da UE com a Turquia, o número de migrantes que chegaram às ilhas gregas diminuiu de 1662 pessoas contabilizadas na segunda-feira anterior para 78 pessoas no pássado sábado, de acordo com o balanço do governo helénico, refere o jornal “Kathimerini”.

Entretanto, os EUA anunciaram também que vão desbloquear mais 20 milhões de dólares (cerca de 18 milhões de euros) para ajudar a crise dos refugiados.