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Homem desvia airbus da EgyptAir para Chipre “por motivos pessoais”

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YIANNIS KOURTOGLOU / Reuters

Airbus A320 aterrou ao início da manhã no aeroporto cipriota de Larnaca como exigido pelo pirata do ar. TV estatal cipriota tinha identificado suspeito como sendo Ibrahim Samaha, um cidadão egípcio que afinal é um dos passageiros que já foi libertado. Informações iniciais davam conta de que homem desviou o avião para exigir asilo em Chipre, mas afinal estará a "tentar contactar a ex-mulher" que vive na ilha

Um voo doméstico da EgyptAir, que partiu ao início da manhã desta segunda-feira de Alexandria para o Cairo, foi sequestrado por um homem que disse ao piloto ter consigo um cinto de explosivos, forçando o desvio do voo MS181 para o aeroporto cipriota de Larnaca.

O pirata do ar tinha sido identificado pela televisão estatal cipriota como sendo Ibrahim Samaha, um cidadão egípcio que é professor de medicina veterinária e que, avançaram os media britânicos, já desmentiu as acusações, dizendo ser um dos passageiros que entretanto foram libertados.

Notícias iniciais tinham dado conta de que o suspeito bombista desviou o avião para exigir asilo político em Chipre, mas novas informações avançadas pelas 10h30 em Lisboa apontam como motivo do desvio uma tentativa do suspeito "contactar a ex-mulher", que vive na ilha da União Europeia.

Perante a ameaça de bomba dentro do Airbus A320, o aeroporto cipriota foi encerrado e o avião foi forçado a aterrar numa zona especial isolada de Larnaca, que dista cerca de 50 quilómetros da capital de Chipre, Nicósia. Todos os voos com aterragem prevista nesse aeroporto estiveram a ser redirecionados para o aeroporto internacional de Paphos.

A CNN grega tinha inicialmente noticiado que o avião partiu de Alexandria em direção à capital egípcia com 81 passageiros a bordo, mas segundo a SkyNews e as autoridades egípcias são 55 os passageiros, a par de sete tripulantes da companhia. O mesmo canal avança que quatro britânicos, um irlandês e dez norte-americanos viajavam a bordo do voo MS181, sem especificar se se tratam de passageiros ou membros da tripulação.

Pelas 12h em Nicósia (menos duas horas em Portugal continental), o suspeito já tinha libertado quase todos os passageiros, mantendo reféns quatro estrangeiros e os sete membros da tripulação, avançou a EgyptAir na sua conta oficial de Twitter. Essa informação foi entretanto retificada pelas autoridades egípcias, que dizem que sete pessoas continuam reféns, incluindo três passageiros.

A essa hora, o Presidente cipriota, Nicos Anastasiades, confirmou em declarações públicas que o desvio do voo egípcio "não está relacionado com terrorismo", citando "motivos pessoais" do suspeito sem avançar mais pormenores.

Meia hora depois, em conferência de imprensa, o ministro egípcio da Aviação Civil confirmou que seguiam a bordo do voo 55 passageiros "de várias nacionalidades", declarando que a situação em Larnaca continuava a ser gerida levando a sério a ameaça de bomba do suspeito.