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Expresso

Internacional

Coreia do Sul pede ao Japão que “não abandone pacifismo”

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Ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, vê com algumas reservas a reforma militar do vizinho nipónico

Chung Sung-Jun

Pedido surge perante entrada em vigor da nova reforma militar nipónica que permitirá que soldados japoneses combatam no estrangeiro pela primeira vez desde a II Guerra Mundial

A Coreia do Sul instou esta segunda-feira o Japão a respeitar o caráter pacifista da sua Constituição, na semana em que entrou em vigor uma reforma militar que permitirá às tropas japonesas combaterem no estrangeiro pela primeira vez desde o fim da II Guerra Mundial.

“Tóquio deve realizar as suas atividades de forma transparente, de forma a contribuir para a paz e estabilidade na região no âmbito da aliança de defesa com os Estados Unidos”, afirmou o Ministério da Defesa sul-coreano em comunicado.

No documento, Seul pede ainda ao país vizinho que “não abandone o espírito da Constituição pacifista” após a entrada em vigor esta terça-feira da reforma que vai permitir às tropas japonesas defender os seus aliados, prestar-lhes apoio logístico em caso de ataque e participar em operações de segurança no estrangeiro, algo que até agora estava vetado pelo artigo 9.º da Constituição redigida no rescaldo da II guerra.

A reforma militar foi delineada no final do ano passado e é sustentada no maior Orçamento de Defesa da história nipónica, avaliado em cerca de 39 mil milhões de euros. Ontem, e no âmbito desta mesma reforma, o Japão inaugurou uma nova base militar com um sistema avançado de radares no disputado Mar do Sul da China, para "vigiar as atividades marítimas" do regime chinês.

Também hoje, a Casa Branca informou que o Presidente norte-americano, Barack Obama, vai manter um encontro trilateral com os líderes da Coreia do Sul e do Japão já esta quinta-feira, à margem de uma cimeira de segurança nuclear, para discutir as atuais tensões com a Coreia do Norte. Nesse mesmo dia, Obama encontra-se ainda com o Presidente da China, Xi Jinping.