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Amnistia condena Angola. “Estes ativistas nem deveriam ter sido julgados”

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No dia em que foram proferidas as sentenças dos 17 ativistas angolanos, a Amnistia Internacional condena a Angola por estar a mandar para a prisão pessoas que nem deveriam ter sido julgadas

Os 17 ativistas angolanos condenados esta segunda-feira são “prisioneiros de consciência, pelo que não deveriam ter sido julgados nem condenados”, diz ao Expresso Ana Monteiro, da Amnistia Internacional (AI) em Portugal.

“Eram cidadãos angolanos que estavam a falar de livros”, sublinha a coordenadora de campanhas da AI, dizendo ainda que “Angola tem de se reger pelas mesmas leis que exige que sejam respeitadas, quer pelos seus cidadãos, internamente, quer no plano internacional, nos foros de que faz parte”.

Lembra a Amnistia que durante este mês Angola exerce a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e que até têm sublinhado o seu envolvimento na manutenção da paz e da estabilidade no mundo, em particular na região dos Grandes Lagos da África Central, mas que “a nível interno continua a ignorar as recomendações da ONU em relação à sua própria situação de direitos humanos”.

Ana Monteiro manifestou-se ainda “muito preocupada” com a greve de fome iniciada a 10 de março pelo professor universitário Nuno Dala, bem como pelas últimas notícias sobre o estado de saúde precário de Manuel Nito Alves, dois dos 17 ativistas condenados a penas de prisão efetiva, que vão dos dois anos e três meses e oito anos e seis meses.

A Amnistia aproveita ainda para lembrar a condenação a seis anos de prisão por participação na organização de uma manifestação pacífica na província de Cabinda de José Marcos Mavungo, detido há cerca de um ano.