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Confrontos em Bruxelas durante homenagem às vítimas

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Um grupo de elementos vestidos de preto aproximou-se da praça da Bolsa, em Bruxelas, onde se juntaram várias pessoas em homenagem às vítimas dos atentados de 22 de março

YVES HERMAN / REUTERS

Um grupo de elementos acusadas de serem de extrema-direita gerou alguns momentos de tensão na praça em frente à Bolsa, em Bruxelas, onde se encontram algumas pessoas em homenagem às vítimas dos atentados. Para ali, hoje, estava marcada a “Marcha contra o Medo”, desmarcada a pedido das autoridades

As autoridades belgas carregaram este domingo sobre um grupo de elementos acusados de serem de extrema-direita no centro de Bruxelas, depois de momentos de tensão com as pessoas que foram prestar homenagem às vítimas dos atentados.

"Os fascistas é que são terroristas" e "não quero fascistas no meu bairro" foram algumas das palavras de ordem das pessoas contra um grupo de elementos vestidos de preto que se aproximou das baias de proteção da zona da Bolsa, onde surgiu um memorial espontâneo de homenagem às vítimas dos atentados de terça-feira.

Por volta das 15h30 (14h30 em Lisboa), o grupo aproximou-se da zona fechada à circulação e foi desmobilizado pelas autoridades belgas, disparando canhões de água sobre aqueles elementos, de cabelo curto e vestidos de negro, sem qualquer símbolo partidário.

Naquele período, o grupo atirou latas de cerveja e garrafas contra as pessoas que já estavam no local, em homenagem às vítimas dos atentados.

Para o local estava agendada hoje a "Marcha contra o Medo", às 14 horas locais, que foi desconvocada após um apelo das autoridades, mas a população e turistas continuaram a dirigir-se para o local onde estão depositadas flores, velas e mensagens em prol da paz.

O grupo foi empurrado pelas autoridades em direção à Gare do Norte e, no caminho, cometeram pequenos atos de vandalismo, derrubando vasos e caixotes de lixo