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“Marcha contra o medo” cancelada após pedido das autoridades belgas

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CHRISTIAN HARTMANN / REUTERS

A “Marcha contra o Medo” em Bruxelas estava marcada para este domingo. O pedido do ministro do Interior belga visa concentrar a capacidade policial na investigação em curso, sem despediçar os recursos que seriam necessários no terreno para garantir a segurança durante a manifestação

A "Marcha contra o Medo", marcada para domingo para assinalar os atentados na capital belga, foi desmarcada por razões de segurança, após um alerta das autoridades. "Entendemos o pedido. A segurança dos nossos cidadãos é uma absoluta prioridade. Juntamo-nos às autoridades e propomos um adiamento e pedimos aos cidadãos para não comparecerem neste domingo", disse a organização.

As autoridades belgas tinham pedido às pessoas para que não participassem na marcha por motivos de segurança, sugerindo que a iniciativa, realizada em resposta aos atentados de terça-feira, seja adiada por algumas semanas.

"Convidamos os cidadãos a não participarem na manifestação de amanhã [domingo]", afirmou este sábado o ministro do Interior belga, Jan Jambon.

Em causa está a necessidade de concentrar a capacidade policial na investigação e não na presença no terreno, que sria necessária durante a manifestação,

Um pedido que também foi feito pelo presidente da câmara de Bruxelas, Yvan Mayeur, que recordou que o nível de ameaça continua elevado.

"Tendo em conta que o nível 3 [numa escala de 4] de ameaça continua em vigor, tendo em conta as investigações em curso (...) e tendo em conta a mobilização da polícia e a sua capacidade no terreno (...) queremos convidar os cidadãos a não se manifestarem amanhã [domingo]", afirmou Yvan Mayeur, sugerindo o "adiamento da manifestação em algumas semanas".

A "Marcha contra o Medo" foi promovida através das redes sociais em resposta aos atentados que atingiram na terça-feira a capital belga e que fizeram pelo menos 31 mortos e cerca de 300 feridos.

As três explosões registadas na terça-feira em Bruxelas - duas no aeroporto internacional de Zaventem e uma na estação de metro de Maelbeek, junto às instituições europeias, no centro da capital belga - foram reivindicadas pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

  • Procuradoria belga acusa dois homens de atividades terroristas

    Um dos dois é Fayçal Cheffou, que a imprensa belga diz ter sido identificado pelo taxista como o terceiro suspeito da autoria dos atentados no aeroporto. O outro homem acusado é Aboubakar A., segundo informação oficial citada pelo jornal belga “Le Soir”