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Salah Abdeslam não quer cooperar mais com a Justiça belga

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O francês Salah Abdeslam (à esquerda) era procurado pelas autoridades francesas e belgas desde os atentados de novembro em Paris

KENZO TRIBOUILLARD/GETTY

Presumível cabecilha dos atentados de Paris recusa-se a cooperar com as autoridades belgas, após suspeitas de ter estado também envolvido nos ataques em Bruxelas

Salah Abdeslam, o alegado cabecilha dos atentados de Paris, não vai cooperar mais com a Justiça belga. “Depois dos atentados no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maelbeek, Salah Abdeslam não quis falar mais com o Ministério Público”, afirmou esta sexta-feira o ministro belga da Justiça, Koen Geens.

Capturado há uma semana no bairro de Molenbeck, em Bruxelas, o principal suspeito dos ataques de 13 de novembro, que foi formalmente acusado no sábado de participação em “homicídios terroristas” e “atividades de organização terrorista” prometeu cooperar com as autoridades belgas, recusando contudo ser extraditado para França.

O jovem francês, de 26 anos, assegurou à polícia que foi Abdelhamid Abaaoud, o principal responsável pelos atentados de Paris, que causaram 130 mortos e mais de 350 feridos. E confessou ainda que estava planeado fazer-se explodir no Estádio de França, tendo desistido no último minuto. Abdeslam revelou também que teve conhecimento da existência de “dez cúmplices” nos ataques à capital francesa.

Depois destas declarações, o alegado cabecilha dos atentados de Paris remeteu-se de novo ao silêncio, na sequência dos ataques desta terça-feira em Bruxelas, que provocaram 31 mortos e mais de 300 feridos.

O advogado Sven Mary informou, entretanto, que o seu cliente mudou de ideias e quer agora “ser extraditado o mais rapidamente possível para França”