Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Raides policiais em várias zonas de Bruxelas levam a 7 detenções

  • 333

JOHN THYS/GETTY IMAGES

A capital belga foi alvo de uma vasta operação antiterrorista. Autoridades procuram três cúmplices dos autores dos atentados em Bruxelas e prometem novidades esta sexta-feira

Hugo Franco

Hugo Franco

Enviado a Bruxelas

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

Enviado a Bruxelas

Jornalista

Já passavam das nove horas da noite quando dezenas de operacionais das unidades especiais de intervenção belga, com blindados e até helicópteros, entraram em vários bairros de Bruxelas comoSchaerbeek e Jette bem como numa zona residencial junto ao edifício da Comissão Europeia. As buscas e perseguições continuaram ao início desta manhã de sexta-feira no bairro de Forest.

Segundo a imprensa belga, sete homens terão sido levados pelas forças policiais.

As informações para já são escassas mas os procuradores belgas prometem divulgar pormenores desta vasta operação que decorreu no mesmo dia em que o nível de ameaça terrorista desceu de 4 para 3.

Neste momento as autoridades realizam uma caça ao homem um pouco por todo o país e procuram três suspeitos ligados aos atentados cometidos no aeroporto de Bruxelas e na estação de metro de Maelbeek desta terça-feira de manhã, que mataram mais de 30 pessoas e feriram cerca de 300.

Um deles é o homem que acompanhava Ibrahim el-Bakraoui e Najim Laachraoui, a dupla que se fez explodir na zona de embarque do aeroporto de Zaventem. E que foi filmado pelas câmaras de segurança, usando um boné e casaco creme.

O outro será o cúmplice de Khalid el-Bakraoui, que também se suicidou detonando uma bomba na carruagem do metro durante a hora de ponta. Existe já um retrato robot deste suspeito.

Há ainda um terceiro elemento desta célula terrorista mas não existem mais dados disponíveis sobre ele até ao momento.

Os últimos dados da polícia belga dão conta que este grupo que cometeu os atentados esta semana, que tinha residência em Schaerbeek, atuava em paralelo com o de Forest, de que fazia parte Salah Abdeslam. Este último, juntamente com Mohamed Belkaïd (abatido pela polícia em Forest na semana passada) e um terceiro homem, Amine Choukri, planeavam disparar com shotguns e Kalashinikov ao acaso pelas ruas de Bruxelas, em paralelo com as explosões no aeroporto e no metro.