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Hollande: “Célula terrorista de Paris e Bruxelas está prestes a ser destruída”

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REUTERS

Presidente francês elogia a cooperação entre as autoridades francesas e belgas, que permitiu deter mais suspeitos de pertencerem à rede de terroristas que perpetrou os ataques em Paris e Bruxelas. Mas alerta que ainda há “ameaça” e pede mais ação da UE contra o terrorismo

Um dia depois de o governo francês ter anunciado que evitou um ataque terrorista – com a detenção de um indivíduo que tinha em preparação um “plano avançado” de um novo atentado –, François Hollande afirmou esta sexta-feira que a rede de terroristas que perpetrou os ataques nas capitais francesa e belga está em vias de ser desmantelada.

“Tem havido várias detenções. Temos obtido resultados na localização de terroristas, tanto em Paris como Bruxelas. Essa rede está prestes a ser destruída, mas ainda é uma ameaça”, alertou o chefe de Estado francês, citado pelo jornal “Le Soir”.

Hollande elogiou a cooperação entre as autoridades franceses e belgas, mas defendeu que é necessário uma "ação mais forte" por parte da União Europeia. “Sabemos que existem outras redes e é preciso uma ação mais eficaz para travar a ameaça. A França mantém a firmeza na defesa de uma série de decisões relativas ao Registo de Identificação de Passageiros na União Europeia, a luta contra o tráfico de armas e de troca dados a nível europeu”, disse por sua vez o porta-voz do governo gaulês, Stéphane Le Foll.

Esta sexta-feira foram detidas três pessoas em várias zonas de Bruxelas, no âmbito da investigação que levou à detenção de um homem em Argenteuil, que estava a preparar um ataque terrorista em Paris. O plano do atentado estava em “fase avançada de preparação”, segundo anunciou esta quinta-feira o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.

Cazeneuve frisou ainda que a detenção do indivíduo em Argenteuil resulta de uma “investigação aprofundada” que dura há várias semanas e que conta com a “cooperação estreita” entre os serviços de informações dos dois países.

O suspeito já foi identificado. Chama-se Reda Kriket, tem nacionalidade francesa e já tinha sido condenado a 10 anos de prisão na Bélgica por recrutar jiadistas para a Síria.