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EUA anunciam morte do número dois do Estado Islâmico

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Departamento do Estado norte-americano/REUTERS

Anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Pentágono. Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli é o segundo alto dirigente do grupo terrorista que morre em poucas semanas

O secretário de Estado da Defesa norte-americano, Ashton Carter, anunciou este domingo a morte do "número dois" do movimento extremista Estado Islâmico.

"A remoção deste líder do Estado Islâmico vai dificultar a sua capacidade de conduzirem operações dentro e fora do Iraque e da Síria", disse Ashton Carter sobre a morte de Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli, a quem se referiu como Haji Imam.

Segundo Carter, o vice-líder do Estado Islâmico (ou Daesh, o acrónimo árabe) servia o grupo como ministro das Finanças da organização terrorista que tem reivindicado vários atentados, principalmente no mundo árabe, mas também na Europa.

O Ministério da Justiça dos Estados Unidos tinha oferecido até 7 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.
A morte de Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli é a segunda de um alto dirigente do grypo em apenas algumas semanas, já que este mês o Pentágono disse também ter conseguido matar 'Omar o Checheno', no seguimento de um ataque no norte da Síria.

Al-Qadouli "era um terrorista conhecido nas fileiras do Daesh", disse Carter, lembrando a morte de 'Omar', que fazia as vezes de ministro da Defesa.

"Há alguns meses, eu disse que ia atacar a infraestrutura do Estado Islâmico, primeiro atacando os locais de armazenamento de dinheiro, e agora vamos atacar a capacidade de gerir as suas finanças", disse o responsável, considerando que "issso irá afetar a capacidade de pagamento e a contratação de recrutas".

Segundo as fontes de segurança do Iraque e dos Estados Unidos, al-Qadouli nasceu em Mosul e estava no Afeganistão desde o final de 1990. Juntou-se à Al-Qaeda em 2004, e tornou-se "número dois" do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, que morreu em 2006 num ataque dos EUA.

Foi então preso e, depois da sua libertação, em 2012, juntou-se ao Estado Islâmico na Síria.