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Bélgica vai enviar caças F-16 para combater o Daesh

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THIERRY CHARLIER/GETTY

A decisão do governo belga surge na sequência de um encontro entre o primeiro-ministro e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry

O primeiro-ministro belga anunciou esta sexta-feira que o país vai enviar caças F-16 para combater o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) e reiterou que serão esclarecidos todos os contornos dos atentados.

“O parlamento discutiu esta questão – de voltar a contribuir para a coligação internacional contra o Daesh – várias vezes, muito antes dos atentados. Temos essa responsabilidade enquanto europeus e devemos também demonstrar solidariedade com os nossos aliados”, declarou Charles Michele aos jornalistas, citado pelo “El País”.

O governante reafirmou ainda que o governo em conjunto com as autoridades farão “todos os esforços para trazer à luz” tudo sobre os atentados. “Não haverá zonas cinzentas. Ninguém ficará impune”, garantiu.

A decisão do executivo belga foi anunciada após o primeiro-ministro belga e o ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Didier Reynders, se terem reunido com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, para discutir uma resposta aos atentados. O governante dos EUA sublinhou que ambos os países estão unidos na luta contra o terrorismo e que o Daesh já está em declínio, cabendo à coligação internacional destruí-lo.

“A única razão porque o Daesh atua fora do Médio Oriente é porque a sua visão do califado está a perder influência. Os seus líderes, combatentes e recursos estão a perder-se. Nós não vamos permitir que o Daesh consiga o que quer. Os EUA vão ajudar. Nenhuma tragédia pode deitar por terra os valores que definem a nossa aliança, como a tolerância, liberdade e justiça”, afirmou John Kerry.

Desde os atentados em Bruxelas – ocorridos há três dias –, o governo belga está sob forte pressão, sendo alvo de vários críticas à gestão da ameaça terrorista. Esta quinta-feira, os ministros do Interior e da Justiça apresentaram a demissão, mas o primeiro-ministro belga recusou: “Em tempo de guerra não se pode abandonar o terreno”, declarou Charles Michele.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e a Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, acusaram os governos europeus de passividade perante o terrorismo, lamentando que algumas medidas recomendadas pelo executivo comunitário não tenham sido aplicadas.