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Salah Abdeslam “quer partir para França o mais rapidamente possível”

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Sven Mary, advogado de Salah Abdeslam

STEPHANIE LECOCQ/EPA

Informação é avançada pelo advogado do mentor dos atentados de novembro em Paris, cuja captura na semana passada em Bruxelas parece ter precipitado os ataques que, esta terça-feira, provocaram 31 mortos e 300 feridos na capital belga

O suspeito mentor dos atentados que, em novembro, provocaram 130 mortos em Paris, que foi capturado na sexta-feira após viver cinco meses escondido nos subúrbios de Bruxelas, "não vai lutar contra a extradição" da Bélgica para França.

A informação foi avançada esta quinta-feira de manhã pelo advogado de Salah Abdeslam, o belga Sven Mary, à entrada do tribunal onde o terrorista francês é hoje presente à Justiça belga pela primeira vez desde a sua detenção em Molenbeek.

"Salah Abdeslam disse-me que deseja partir para França o mais rapidamente possível", disse Mary aos jornalistas. "Vou pedir ao magistrado responsável por esta investigação que não se oponha à sua partida."

Logo a seguir à captura de Abdeslam em Molenbeek na sexta-feira, o seu representante legal — já batizado pelos belgas como "o advogado de crápulas" — tinha garantido que o francês ia lutar contra a extradição. O jovem de 26 anos foi formalmente acusado na Bélgica de participação em homicídio terrorista no sábado, altura em que revelou aos investigadores que estava a ser preparado um ataque à capital do país, que serve de centro político da União Europeia.

Esses atentados aconteceram na terça-feira, com pelo menos três militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), com ligações a Abdeslam e aos atentados de Paris, a executarem ataques bombista no aeroporto de Zaventem e na estação de metro de Maelbeek, na rua da Comissão Europeia. Pelo menos 31 pessoas perderam a vida nesses atentados, a par de cerca de 300 que ficaram feridas, 21 delas ainda internadas em estado grave.

  • Primeira audiência de Salah Abdeslam adiada para 7 de abril

    Justiça belga acedeu ao pedido apresentado esta quinta-feira pelo advogado do mentor dos atentados de Paris, capturado em Bruxelas na passada sexta-feira. De acordo com o "The Guardian", suspeito declarou aos investigadores que "não sabia" dos atentados perpetrados na capital belga esta terça-feira